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Começou por perguntar ao rapaz do bar quem era ela , recebeu um taciturno não sei, que era cliente da casa e não devia de ser incomodada.
Oh lá, cliente da casa?deve de ser conhecida dos donos. Esperou mais um bocado, mas nem ela afastava o olhar do portatil, nem ninguém se aproximava dela.O David decidiu ir-se embora, não valia a pena estar á seca, no entanto a imagem daquela gaja acompanhou-o o resto do dia e nos dias seguintes. Imaginava aquelas belas pernas á volta da sua cintura enquanto ele....alto e para o baile. -Pareço um adolescente com as hormonas aos saltos!
David olhava com interesse mal disfarçado, para aquela mulher que, todos os dias se sentava na esplanada. Não percebia porque é que ela escolhia estar num sitio esplendoroso. Não olhava para o mar, não via o azul do céu nem apreciava as pegadas das gaivotas na areia. Ela simplesmente olhava para o monitor, e escrevia, escrevia.
Já tinha reparado nela à alguns dias, não era propriamente bonita, era expressiva e tinha umas pernas muito apetecíveis. Naquele dia tinha tempo para magicar uma forma de a abordar, deixou-se ficar.
Eram duas da tarde, Carolina encontrava-se como de costume, sentada numa mesa afastada. Tinha a atenção presa no monitor e teclava rapidamente. Quem a observava conseguia distinguir as emoções na sua face, concentração, divertimento. Completamente alheia ao que se passava ao seu redor, prosseguia com a sua escrita que apenas interrompia para dar pequenos goles no seu café.